segunda-feira, 15 de março de 2010

sonho!

Sonho! Que eu e tu, dois pobrezinhos
Levamos a vida numa cabana distante
Rodeada de férteis hortas e rosmaninhos
Vivemos livres e tu és o meu amante.

Sonho todos os dias da minha vida
Que o resto dela hei-de viver
Numa casa romântica, envelhecida
Em que o amor eliminará o poder.

Juntos vivemos no seio verde da natureza
Sem consumo, sem trabalho, escravidão
Com orgulho, afirmamos com certeza
Que conhecemos a paz, o amor, cooperação.

Não há cifrões para nos cegar
Não colocamos preço na dignidade
A nossa vida não nos vão roubar
Não pomos preço na nossa liberdade.

Todos os dias passados a cantar
Os hinos da nossa libertação
Sempre prontos para o outro ajudar
Sem impor limites a imaginação

Na cabana distante que okupamos
Encontramos a verdadeira felicidade
Vivendo de sonhos livres e cumplicidade
Numa inocente compulsividade, passamos

Todos os dias a fazer amor
Sonho! Que eu e tu, dois pobrezinhos
Vivemos, em anos de fertilidade e calor,
Livres, iguais, felizes… juntinhos!

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