terça-feira, 10 de novembro de 2009

sonho real

Na grande mansão pequena
Assisto a partos de união
E dá-se a comunhão amena
Entre os factos e o coração.

Estabelecem-se os laços
Pelo prazer de iguais sermos
Por seguirmos os ideais escassos
Do movimento a que pertencemos

Temos objectivos comuns
Como amizade, paz, autonomia
Unimo-nos como só um
Pelo amor, liberdade, anarquia

Aqui, somos todos iguais
No respeito mútuo que prestamos
Homens, mulheres, animais
Por direitos básicos lutamos

A anarquia não é uma mera doutrina
É uma reflexão do âmago da realidade
Humana. Em que cada um imagina
E luta por um mundo de igualdade.

Dentro de quatro paredes pintadas
Reina a entre ajuda e a cooperação
- Como em mais zonas liberalizadas -
Pela auto-suficiência e auto gestão.

Lutando contra o capital
Construímos o que todos temos
Unidos contra a desigualdade social
No refugio livre em que vivemos.

Aqui, ninguém vê a utopia
Porque a liberdade é possível
Vivermos todos em harmonia
É uma realidade atingível.

E, na distorção de algo tão real
Que não desaparecerá com os defuntos
Acordo deste sonho. E tudo é igual,
Porque estamos (todos) juntos.

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