Na grande mansão pequena
Assisto a partos de união
E dá-se a comunhão amena
Entre os factos e o coração.
Estabelecem-se os laços
Pelo prazer de iguais sermos
Por seguirmos os ideais escassos
Do movimento a que pertencemos
Temos objectivos comuns
Como amizade, paz, autonomia
Unimo-nos como só um
Pelo amor, liberdade, anarquia
Aqui, somos todos iguais
No respeito mútuo que prestamos
Homens, mulheres, animais
Por direitos básicos lutamos
A anarquia não é uma mera doutrina
É uma reflexão do âmago da realidade
Humana. Em que cada um imagina
E luta por um mundo de igualdade.
Dentro de quatro paredes pintadas
Reina a entre ajuda e a cooperação
- Como em mais zonas liberalizadas -
Pela auto-suficiência e auto gestão.
Lutando contra o capital
Construímos o que todos temos
Unidos contra a desigualdade social
No refugio livre em que vivemos.
Aqui, ninguém vê a utopia
Porque a liberdade é possível
Vivermos todos em harmonia
É uma realidade atingível.
E, na distorção de algo tão real
Que não desaparecerá com os defuntos
Acordo deste sonho. E tudo é igual,
Porque estamos (todos) juntos.
Sem comentários:
Enviar um comentário